O café ficou mais caro nos últimos anos e isso começou a pesar no bolso do brasileiro. Em 2025, o consumo da bebida caiu no país, mesmo com o apego histórico ao tradicional cafezinho do dia a dia.
Dados da Associação Brasileira da Indústria de Café mostram que, entre novembro de 2024 e outubro de 2025, o consumo recuou 2,31%.
O volume passou de 21,9 milhões para 21,4 milhões de sacas. Ainda assim, o Brasil segue como um dos maiores consumidores de café do mundo.
Preço do café sobe e consumo diminui
A queda no consumo está diretamente ligada ao aumento dos preços. Em 2025, o café teve alta média de 5,8% para o consumidor. No acumulado dos últimos cinco anos, o cenário é ainda mais pesado: a matéria-prima subiu mais de 200%, tanto no tipo arábica quanto no conilon.
No varejo, o aumento ultrapassou 116%. O principal motivo está nas safras prejudicadas por problemas climáticos desde 2021, além dos estoques globais em níveis historicamente baixos.
Mesmo com esse cenário, a indústria avalia que a redução foi pequena diante do tamanho dos reajustes. O entendimento é que o brasileiro até reduz a quantidade, mas não abre mão do café.
Faturamento cresce apesar da queda
Apesar da diminuição no consumo, o setor não teve prejuízo financeiro. Pelo contrário. O faturamento da indústria de café cresceu 25,6% em 2025, chegando a R$ 46,24 bilhões.
Esse crescimento veio, principalmente, do aumento dos preços nas gôndolas. Ou seja, menos produto vendido, mas com valor mais alto. Pequenas torrefações e cafés especiais também ajudaram a sustentar o mercado.
O que esperar para o preço do café em 2026
Para 2026, a expectativa é de mais estabilidade, mas sem queda significativa no preço do café. A previsão é de uma boa safra, o que pode reduzir a volatilidade, mas os valores só devem cair de forma mais consistente após pelo menos duas safras.
Enquanto isso, a indústria aposta em promoções para manter o consumidor ativo. O setor também acompanha negociações internacionais, como acordos comerciais e a discussão sobre tarifas aplicadas ao café solúvel em mercados externos.
*Com informações de Agência Brasil

