Sete pacientes foram diagnosticados com a bactéria KPC na UTI adulto do Hospital Mário Gatti
A identificação de casos de superbactéria na UTI adulto do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti levou ao fechamento da unidade para novos pacientes na rede pública de saúde de Campinas, nesta terça-feira (10). Ao menos sete pacientes foram diagnosticados com a bactéria KPC e estão em isolamento, enquanto a regulação municipal redireciona internações para outros hospitais da cidade.
A bactéria foi detectada durante o monitoramento de rotina realizado por equipes assistenciais e pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar.
Com a suspensão temporária, pacientes que precisarem de leitos de UTI estão sendo direcionados ao Hospital Ouro Verde e a outras unidades da rede, por meio da central de regulação do município. A central e o Samu foram orientados a não encaminhar novos pacientes ao Mário Gatti enquanto houver restrições.
Um plano de contingência foi enviado ainda na segunda-feira (9) ao Devisa (Departamento de Vigilância em Saúde) e está em análise.
Pacientes contaminados foram isolados
Os sete pacientes contaminados pela KPC foram isolados em um salão da Unidade de Terapia Intensiva, com uma equipe exclusiva para o atendimento.


(Arquivo/Prefeitura de Campinas)
Outros três pacientes que estavam internados na mesma ala devem ser transferidos para leitos de igual complexidade em outras unidades hospitalares do município.
O que é a KPC
Segundo o site da Rede D’Or, a KPC (Klebsiella pneumoniae carbapenemase) é uma bactéria resistente a grande parte dos antibióticos conhecidos e está associada principalmente a infecções hospitalares. A bactéria foi identificada no início dos anos 2000.
De acordo com a instituição, a transmissão pode ocorrer por contato com secreções de pacientes contaminados, sendo mais comum em ambientes hospitalares, especialmente em unidades que atendem pacientes em estado mais grave.

