A Casa NUA, primeiro e único museu permanente de arte descentralizada do Sul global, apresenta, em parceria com a Formosa Hi-Fi, Domínio Público, primeira exposição dedicada exclusivamente à arte digital contemporânea Creative Commons Zero (em domínio público) da América Latina. A curadoria inaugural fica em cartaz até 24 de abril, com entrada gratuita, de quarta-feira a sábado, das 10h às 17h, na passagem subterrânea da rua Xavier de Toledo, na capital paulista.
A mostra reúne 30 obras inéditas comissionadas a artistas de todos os continentes. Os criadores foram convidados a oferecer sua interpretação livre sobre a palavra “Formosa” em relação ao movimento “cloud-to-land”: iniciativas que partem da web para desdobramentos na vida real, consolidando-se como bens públicos.
Idealizada pelo fundador da Casa NUA Hugo Faz, que também assina sua curadoria renovada a cada três semanas, Domínio Público ocupa a passagem sob o Viaduto do Chá (Rua Coronel Xavier de Toledo), junto à Formosa Hi-Fi e em frente ao Theatro Municipal de São Paulo. Um novo paradigma de arte que fecha o arco de conexão entre passado, presente e futuro proposto pelo templo acústico e cultural localizado no centro histórico paulistano.
Domínio Público nasce como extensão da Casa NUA, ampliando sua missão de promover valorização, liberdade e acesso à arte sem intermediários, princípios inaugurados pelo museu digital, na Bela Vista, em São Paulo.
Pela primeira vez no Brasil, uma exposição é inteiramente dedicada a obras contemporâneas sob licença Creative Commons Zero (CC0), isto é, em domínio público, sem qualquer restrição de uso, reprodução ou comercialização.
Diferentemente do modelo convencional de galerias e museus, qualquer visitante pode fotografar, baixar, reproduzir, reimaginar e se apropriar livremente de todas as obras expostas, em qualidade máxima, até mesmo para uso comercial ou publicitário. Uma mudança de paradigma revolucionária na relação entre arte, propriedade, acesso e difusão.

“A razão de existir da Domínio Público é enfrentar a concentração de poder nas indústrias criativas. Ao tirar o controle das mãos de intermediários e abrir completamente o acesso às obras, a gente propõe uma mudança radical na relação entre criação, propriedade e circulação. Criar a Domínio Público é bancar a briga para garantir um cenário no qual a gente não fique refém de sistemas arcaicos ou das grandes corporações.”, explica Hugo Faz, idealizador e curador da exposição e da Casa NUA.
Um marco para o setor cultural brasileiro, o projeto Domínio Público foi realizado, da instalação das telas à operação cotidiana, com investimento viabilizado inteiramente por financiamento descentralizado via blockchain, sem patrocínio corporativo ou verba pública.
A campanha contou com duas frentes: a venda das 30 obras comissionadas e a emissão de um NFT-manifesto colaborativo. Criado pelos artistas Cebolander (São Paulo), Eric Pan (Taiwan/Berlim) e Hugo Faz (São Paulo), o NFT-manifesto consiste em uma obra poética e sonora sobre bens públicos, CC0 e o movimento “nuvem-ao-chão”.
Maior exposição de acervo originalmente digital do Brasil
Equipada com 27 telas estado-da-arte para exibição de obras digitais, incluindo painéis de mais de dois metros e resolução 8K, Domínio Público é a maior exposição no Brasil de acervos de arte originalmente digital.
Na abertura, as obras são reveladas ao público e aos colecionadores, que as adquiriram às cegas, sem saber qual artista e qual obra estavam adquirindo. A inspiração “Formosa, da Nuvem ao Chão” sintetiza o movimento de arte nascida no ambiente digital descentralizado (“a nuvem”) ganhando presença e viabilizando uma instalação física e pública (“o chão”).
A exposição conta com 33 artistas participantes: 0xCuttlefish, 1xharsh, 6529er, Ana Novo, Apocalypse, Arsonic, Articulate, Baiwei, Brynn Alise, Cadmonkey, Cebolander, Eric Pan, Garry B1rd, GART3, Gul Yildiz, G9ralt, Het Patel, Hugo Faz, Intrepid, Kubti, Mr Richi, Naime Pakniyat, NLV, Nuclear Samurai, Pobedeen, Rakesh Pulapa, PePe SB, Rocketgirl, Sariraa, Simone Monte, Skitchism, Teexels e Zigmarillion.
Galeria Formosa e Domínio Público: passado, presente e futuro
A Galeria Formosa é um sonho modernista projetado por Mário de Andrade no subsolo do Viaduto do Chá, em frente ao Theatro Municipal. Uma sede de iniciativas culturais que buscam desconstruir e ressignificar as tendências artísticas colonialistas vindas da Europa. De um restaurante de fusão gastronômica a escolas de arte e instalações teatrais, o espaço prosperou por décadas de sucessivas ocupações antes de suportar um longo período de abandono na virada do século.
Em 2025, a Formosa Hi-Fi, criada por Facundo Guerra, Alê Youssef e Ale Natacci, restaurou a galeria como um templo acústico para o vinil, com qualidade sonora à altura das grandes salas de concerto, mas com alma de cultura popular. Um espaço onde Elis Regina ensaiou “Falso Brilhante”, em 1975, e que passou a conectar o passado ao presente. A chegada da Domínio Público à Formosa conecta agora esse presente repleto de legado ao futuro.
Após meses de negociações e uma campanha de financiamento totalmente realizada via blockchain, a Casa NUA, primeiro museu de arte descentralizada do Sul global, concebeu e viabilizou o projeto Domínio Público, que ocupa a passagem subterrânea sob a Rua Coronel Xavier de Toledo durante o dia, enquanto à noite, a Formosa Hi-Fi segue recebendo no espaço seu público habitual, que agora também poderá apreciar e interagir com as obras expostas.
SERVIÇO:
- Domínio Público l Arte Contemporânea em Creative Commons Zero
- Exposição inaugural: até 24 de abril de 2026
- Funcionamento regular: De quarta-feira a sábado, das 10h às 17h
- Local: Formosa Hi-Fi (subsolo do Viaduto do Chá com entrada pela escadaria em frente ao Shopping Light), Centro Histórico de São Paulo – SP
- Entrada gratuita. Ingressos : dominiopublico.nua.casa
- Solicite imagens em alta resolução Site: formosahifi.com | Instagram: @formosahifi

