Ex-integrante do grid da Fórmula 1 e atualmente na Fórmula E, categoria voltada a motores elétricos, o piloto Lucas Di Grassi, de 41 anos, é também um dos principais defensores dos veículos movidos a eletricidade no Brasil. Ele participou da inauguração de uma concessionária especializada nesse tipo de veículo, no bairro Castelo, em Campinas, na noite desta quinta-feira (9).
Em entrevista ao acidade on, Di Grassi explicou qual é o perfil de motorista mais beneficiado pelos motores elétricos. Segundo o piloto, a escolha faz mais sentido para quem circula em áreas urbanas. Já para quem dirige com frequência em rodovias, os modelos híbridos, que combinam combustão e eletricidade, são mais indicados.
Quanto maior a cidade e mais urbano for o uso, mais sentido faz ter um elétrico. Quanto mais estrada, menos faz sentido. Quem faz Campinas-São Paulo todo dia talvez o híbrido faça mais sentido. Nos centros urbanos, o elétrico fica muito mais barato – afirmou.
O piloto também destacou que carros elétricos exigem menos manutenção, o que pode reduzir custos para o consumidor.
Você carrega o carro em casa, não tem manutenção, não precisa trocar óleo, correia, filtro de ar.
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Experiência com carros elétricos
Lucas Di Grassi é um dos poucos pilotos com experiência tanto na Fórmula E quanto na Fórmula 1. Além de ter ajudado a criar a categoria elétrica e ter conquistado o título de campeão em 2016, o brasileiro disputou uma temporada completa na F1, em 2010, pela Virgin Racing.
Desde a primeira temporada, novas montadoras foram atraídas pela Fórmula E. Atualmente, o campeonato conta com seis fabricantes no grid.
Em Campinas, durante a inauguração da nova concessionária da BYD, no Castelo, Di Grassi explicou as principais diferenças entre os carros elétricos e os movidos à combustão.
– As grandes diferenças entre um elétrico e um a combustão são, principalmente duas coisas: o torque instantâneo e a falta de marcha.
– O carro elétrico tem uma aceleração contínua, você não precisa ter marcha, pois a faixa de torque e a quantidade de rotação do motor são muito maiores em relação ao a combustão. Enquanto a combustão vai até cinco mil RPM (Rotações por Minuto, ação que mede a velocidade de giro do motor), o elétrico chega a 30 mil RPM.
– E, na aceleração, o torque é instantâneo (torque instantâneo é a capacidade de um motor, principalmente os elétricos, fornecer força máxima de rotação imediatamente ao pisar no acelerador, a 0 RPM).
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Mudanças na Fórmula 1
Em 2026, a Fórmula 1 passou a adotar uma divisão de potência mais equilibrada entre combustão e eletricidade. Pela primeira vez, metade da potência dos carros é elétrica, o equivalente a cerca de 500 cavalos. A outra metade vem de um motor V6 a combustão.
Os carros também passaram a produzir e armazenar mais energia, que pode ser utilizada de forma estratégica durante a corrida, tanto para ataque quanto para defesa.
– No motor elétrico, você consegue usar uma potência extra para fazer ultrapassagens, que é o que estamos vendo na Fórmula 1. Tem muito mais ultrapassagem. Se você utilizar a distribuição de energia da maneira correta, você tem uma diferença maior entre o bom piloto e o mediano – disse.
Segundo Di Grassi, a Fórmula 1 precisará decidir entre acompanhar a evolução tecnológica do setor automotivo ou focar apenas no entretenimento.
– Se a Fórmula 1 quiser continuar alinhada às tecnologias do mercado, vai ter que fazer isso, usar mais eletricidade. O futuro é híbrido e elétrico.
– Mas existe a possibilidade de a Fórmula 1 querer ser puramente entretenimento e adotar motores como V10. É justo, mas você perde a vantagem das montadoras, que é desenvolver tecnologia nas pistas e levar para as ruas – concluiu.
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