Com o aumento de formalizações no Brasil, especialistas alertam para a importância de separar contas pessoais e empresariais para garantir a saúde do negócio
O Dia da Contabilidade é comemorado anualmente em 25 de abril, mas você sabe qual é a real importância desse profissional no seu dia a dia? O cenário econômico atual registra um aumento expressivo no número de novos negócios: de acordo com o Sebrae, o Brasil já soma 15 milhões de microempreendedores individuais.
Para destacar a importância de um contador no dia a dia empresarial, Fábio Teixeira, sócio-diretor da Teixeira Contabilidade, explicou ao VTV News que o papel desse profissional é fundamental para garantir a conformidade fiscal de pequenos negócios.
Segundo ele, o auxílio contábil ajuda a evitar multas, organizar o fluxo de caixa, planejar tributos para reduzir custos e apoiar tomadas de decisões estratégicas.
“Eles atuam como parceiros no crescimento, facilitando o acesso ao crédito e garantindo a regularidade legal da empresa”, pontua.
Erros comuns ao abrir um CNPJ
Teixeira também esclarece quais são as falhas mais frequentes cometidas por quem decide abrir um CNPJ:
“Os erros mais comuns e evitáveis incluem escolher o regime empresarial errado (como o MEI para atividades proibidas), definir CNAEs (atividades) incorretos, falhar no planejamento tributário e não verificar a viabilidade do endereço na prefeitura. Esses deslizes geram impostos elevados, multas e restrições na emissão de notas fiscais.”
MEIs no Brasil
Somente no primeiro bimestre de 2026, mais de 1,033 milhão de formalizações foram realizadas entre MEIs e empresas de pequeno porte. No entanto, não basta apenas abrir o MEI; o empresário deve atentar-se às legislações e declarações obrigatórias para evitar que o cadastro do CNPJ sofra bloqueios.
Um exemplo prático é o prazo para o MEI: até o dia 31 de maio, o empreendedor deve apresentar a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) relativa ao ano anterior. Nesse processo, é comum surgirem dúvidas sobre o preenchimento de valores e, principalmente, sobre a importância de separar as finanças pessoais das empresariais — um dos erros mais frequentes na gestão de pequenos negócios.
Como separar CNPJ e CPF?
Apesar do entusiasmo inicial, a abertura de um negócio vem acompanhada de um verdadeiro labirinto de obrigações fiscais. Sem o devido cuidado, a falta de organização pode impactar diretamente a saúde financeira do CNPJ e, em muitos casos, atingir até o CPF do empresário.
Se você tem um comércio ou presta serviços, é essencial que mantenha uma conta bancária exclusiva para o trabalho. Para que as finanças não se misturem, o especialista explica que a falta dessa distinção compromete severamente a gestão financeira.
Além disso, sem essa divisão, torna-se difícil entender os lucros reais, controlar despesas e tomar decisões assertivas. Teixeira reforça, ainda, que a clareza financeira de qualquer negócio começa com essa organização básica.
Dinheiro no caixa é lucro?
A sensação de ter dinheiro em caixa é positiva, mas o empresário deve saber: esse valor é lucro real ou apenas a soma total da receita? Além de separar as contas pessoais das jurídicas, é preciso destinar o montante que entra corretamente para cada função.
Dinheiro em caixa significa ter valor disponível para uso imediato, sem comprometer o funcionamento do negócio. Saber distinguir esse montante do lucro é o que mantém a saúde financeira da empresa.
Dessa maneira, ter clareza sobre o que foi vendido, o preço do produto e a margem de lucro por unidade ou serviço é fundamental para evitar “perrengues” financeiros. Ao separar o pagamento de funcionários, contas fixas (aluguel, luz, internet) e entender o fluxo do negócio, o empreendedor estabelece uma metodologia e obtém uma visão real sobre a situação financeira de seu negócio.
*Conteúdo Publieditorial

