O chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, morreu em um ataque aéreo atribuído aos Estados Unidos e a Israel nesta terça-feira (17). Segundo o SBT News, ele foi atingido enquanto visitava a filha na zona leste de Teerã, em meio à escalada de tensões globais e confrontos na região.
Considerado uma das figuras mais influentes da República Islâmica, Larijani exercia papel central na política de segurança do país, mantinha ligação direta com a cúpula do regime iraniano e atuava em decisões estratégicas. Mais cedo, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, havia confirmado a morte do político.
De acordo com a imprensa israelense, Larijani foi atingido em um apartamento usado como esconderijo. O Exército de Israel afirmou que a operação foi um bombardeio de precisão, e classificou o iraniano como o “líder efetivo do regime” após a morte de Ali Khamenei, em 28 de fevereiro. Israel também anunciou a morte de Gholamreza Soleimani, chefe das forças Basij.
Quem era Ali Larijani?
Ali Larijani era um dos homens mais poderosos do regime do Irã e ampliou sua influência após o início da guerra, com a morte de Ali Khamenei e de outras autoridades. Com isso, Larijani passou a concentrar ainda mais poder nas decisões estratégicas. Ele era considerado peça-chave na condução política e militar do país.
O político havia sido visto em público pela última vez na sexta-feira (14), durante atos do Dia de Al-Quds nas ruas do país. Na semana anterior, também fez ameaças ao então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Cuidado para não ser eliminado”, declarou. A fala elevou ainda mais a tensão entre os dois países.
O que está acontecendo no Irã?
Segundo especialistas, a guerra começou após Estados Unidos e Israel acusarem o Irã de tentar desenvolver armas nucleares e de apoiar grupos armados no Oriente Médio. Diante disso, foram lançados ataques contra alvos estratégicos do país, com o objetivo de enfraquecer sua capacidade militar e conter influência na região.
O Irã, porém, reagiu aos bombardeios e passou a atingir interesses americanos e israelenses. Com o avanço da guerra, outros atores entraram na disputa, como o Hezbollah, no Líbano, além de países que abrigam bases dos Estados Unidos, como Arábia Saudita, Qatar e Kuwait, que passaram a ser alvos.
Além da escalada militar, o conflito envolve uma disputa por influência no Oriente Médio. O Irã tenta ampliar seu alcance político e estratégico, enquanto Estados Unidos e Israel buscam conter esse avanço. Outro ponto central é o petróleo, já que a região abriga rotas essenciais para o abastecimento global de energia.
O saldo é sangrento: há milhares de mortos, cidades destruídas e milhões de pessoas afetadas. O Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo mundial, tornou-se um dos principais focos de tensão, com a circulação de navios prejudicada. Ao mesmo tempo, o conflito também altera alianças internacionais, com Rússia e China se aproximando do Irã, enquanto os Estados Unidos enfrentam resistências até entre aliados.

