Alinhado a Washington, governo Milei reforça apoio a Trump e mantém postura crítica ao Irã
O governo da Argentina afirmou que dará apoio militar aos Estados Unidos caso o presidente Donald Trump precise. A declaração foi feita na quarta-feira (18) pelo secretário de comunicações do governo, Javier Lanari.
“Se os Estados Unidos solicitarem, sim. Qualquer assistência que eles considerem necessária será fornecida”, afirmou Lanari ao jornal espanhol El Mundo. Após a fala, ele completou que não sabe se os EUA já solicitaram ajuda.
Segundo o jornal Clarín, fontes militares negaram essa possibilidade, afirmando que a Argentina não possui capacidade técnica ou operacional para entrar no conflito.
Por que o país argentino quer ajudar?
Desde que assumiu a presidência, Javier Milei tem demonstrado apoio constante a Israel e aos Estados Unidos. Além de seguir atos do governo americano — como a saída da Organização Mundial da Saúde (OMS) —, Milei afirmou considerar o Irã um país inimigo e acusou Teerã pelo atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), ocorrido em 1994. Israel negou as acusações.
Além disso, Trump o Banco Central da Argentina oficializou em 2025 uma linha de financiamento de US$ 20 bilhões (cerca de R$ 108 bilhões) com os EUA. Na época, Trump disse que gostava de Milei e que estava ajudando por isso.
“Eles não têm dinheiro, eles não têm nada. Eles estão lutando muito para sobreviver. Se eu puder ajudá-los a sobreviver em um mundo livre (…) Acontece que eu gosto do presidente da Argentina. Acho que ele está tentando fazer o melhor que pode”, disse Trump à época
Argentina já apoiou guerra dos EUA
Em 1991, o presidente argentino Carlos Menem enviou navios de guerra para auxiliar os EUA em uma guerra no Oriente Médio. Na ocasião foi realizado um bloqueio naval durante a Guerra do Golfo, quando o Iraque invadiu o Kuwait.

