A cirurgia realizada no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para tratamento de uma hérnia inguinal bilateral foi concluída nesta quinta-feira de Natal (25), em um hospital particular de Brasília. O procedimento transcorreu dentro do previsto e não apresentou complicações durante a execução, segundo informações divulgadas após o término da operação.
A intervenção durou cerca de três horas e meia. Conforme apurado pelo SBT, Bolsonaro foi submetido ao procedimento após avaliações médicas indicarem a necessidade de correção cirúrgica, mas antes passou por exames pré-operatórios, incluindo análises clínicas e cardiológicas, que apontaram condições adequadas para a realização da cirurgia.
A internação ocorreu após autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), já que Bolsonaro cumpre pena em regime fechado. Ele foi transferido da Superintendência da Polícia Federal (PF) para o hospital na véspera da cirurgia, onde permaneceu sob acompanhamento médico contínuo antes de ser levado ao centro cirúrgico no DF Star.
Cirurgia ocorre durante cumprimento de pena
A defesa de Jair Bolsonaro solicitou a internação hospitalar após uma perícia médica constatar a necessidade do procedimento. O pedido foi analisado e autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, permitindo a saída temporária da unidade prisional exclusivamente para fins de tratamento de saúde.
Atualmente, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado, permanecendo sob custódia da Polícia Federal em Brasília. A transferência para o hospital seguiu protocolos legais e de segurança, com acompanhamento das autoridades competentes. A previsão inicial era de uma intervenção com duração de quatro horas.
Após o término da cirurgia, a expectativa é de que o ex-presidente permaneça internado por alguns dias para observação e recuperação. O tempo exato de permanência no hospital dependerá da evolução do pós-operatório e da resposta clínica apresentada nas próximas horas.


Como está Bolsonaro?
Além da correção da hérnia, os médicos avaliam o quadro de soluços persistentes apresentado por Bolsonaro nos últimos meses. Laudos apontam que o ex-presidente chegou a apresentar dezenas de episódios por minuto, o que motivou análises específicas durante a internação.
Entre as possibilidades terapêuticas está o bloqueio do nervo frênico, procedimento considerado adequado em casos de soluços resistentes a tratamentos convencionais. A decisão sobre a realização dessa intervenção dependerá da evolução clínica no período pós-cirúrgico. Nas redes sociais, a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou que a cirurgia foi um “sucesso” e “sem intercorrências”.
Hérnia diagnosticada em Bolsonaro é mais comum em homens
O bloqueio do nervo frênico é feito com anestesia local e tem como objetivo reduzir temporariamente a atividade do nervo responsável pelo controle do diafragma, ajudando a interromper os espasmos involuntários que causam os soluços persistentes.

