Ex-ministro ocupou cargos de destaque nos governos FHC e Temer e presidia o Instituto Brasileiro de Mineração
O ex-ministro Raul Jungmann, de 73 anos, morreu na noite deste domingo (18) no DF Star, hospital em Brasília onde estava internado para tratamento de um câncer no pâncreas.
Segundo a informação confirmada pelo SBT News, Jungmann estava à frente da presidência do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) desde 2022 e teve papel ativo em políticas públicas e na defesa institucional ao longo de sua carreira política.
Nascido em 3 de abril de 1952, no Recife (PE), Jungmann iniciou estudos em psicologia na Universidade Católica de Pernambuco, mas não concluiu a graduação. Com passagens por diferentes órgãos e ministérios, destacou-se por sua atuação em segurança pública, meio ambiente e defesa nacional, exercendo quatro vezes o cargo de ministro.
Carreira política e atuação institucional
Durante o governo Fernando Henrique Cardoso, Jungmann comandou o Ministério do Desenvolvimento Agrário e a Secretaria de Políticas Fundiárias. Em 2016, já sob a gestão de Michel Temer, assumiu o Ministério da Defesa e, em 2018, tornou-se o primeiro ministro da recém-criada Pasta da Segurança Pública — órgão que nasceu em meio à crise de segurança no Rio de Janeiro e que coordenou o emprego das Forças Armadas na operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no estado.
Além das funções ministeriais, exerceu três mandatos como deputado federal por Pernambuco, entre 2003 e 2018. Nos dois primeiros, foi filiado ao PMDB e, posteriormente, ao PPS, legenda originada do antigo Partido Comunista Brasileiro (PCB) e que, em 2019, passou a se chamar Cidadania.
Como parlamentar, ficou conhecido por sua atuação firme na pauta do desarmamento e pela liderança na Frente Parlamentar por um Brasil sem Armas. Também presidiu a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado entre 2008 e 2009.
Atuação recente e despedida
Nos últimos anos, Raul Jungmann esteve vinculado ao setor da mineração e presidia o Ibram, entidade que reconheceu, em nota oficial, o “imenso pesar” pela perda. O instituto ressaltou a contribuição de Jungmann para “a democracia, o desenvolvimento sustentável e o diálogo”.
O ex-ministro deixa dois filhos e uma neta. Segundo o Ibram, a cerimônia de velório e cremação será restrita a amigos e familiares, conforme desejo expresso pelo próprio Jungmann.



