Horas antes de ser alvejado com um tiro no pescoço, Charlie Kirk postou uma foto de Iryna Zarutska, morta a facadas em um metrô.
Segundo a imprensa americana, a morte de Iryna Zarutska, uma jovem refugiada ucraniana de 23 anos e de Kirk tem ampliado a polarização política nos Estados Unidos. Zarutska foi ssassinada dentro de um trem na cidade de Charlotte, Carolina do Norte, enquanto o aliado do presidente dos EUA Donald Trump, Charlie Kirk, foi alvejado com um tiro no pescoço.
O crime contra Iryna, flagrado por câmeras de segurança, mostra o momento em que Decarlos Brown Jr., sentado atrás da vítima, levanta-se e a esfaqueia pelas costas sem qualquer provocação aparente. A ação ocorreu no dia 22 de agosto. Iryna estava distraída com o celular e morreu no local. Ao menos 4 passageiros estavam ao redor. Nenhum interveio.
Na quarta-feira (10), o presidente Donald Trump usou sua conta na Truth Social para pedir pena de morte imediata ao autor do crime. “O ANIMAL que matou tão violentamente a bela jovem da Ucrânia […] deveria ter um julgamento ‘rápido’ […] e receber apenas a PENA DE MORTE”, escreveu. Brown já havia sido preso 14 vezes antes. A Casa Branca, por sua vez, havia declarado, ainda no início da semana, que o suspeito é um “monstro perturbado” com “longa ficha criminal”.

Reações de aliados e a crítica à mídia
O vice-presidente JD Vance comparou o assassinato ao episódio de 2023 envolvendo o ex-fuzileiro Daniel Penny, que matou um homem em situação de rua no metrô de Nova York ao alegar legítima defesa de outros passageiros. Penny foi absolvido no ano seguinte. Para Vance, seu aliado teria evitado que “mais um caso como o de Iryna” ocorresse.
Elon Musk, que compartilhou dezenas de postagens sobre o caso em sua conta no X, também acusou a grande imprensa de omitir o episódio. O bilionário se comprometeu a doar US$ 1 milhão para a criação de grafites com a imagem da jovem assassinada em grandes centros urbanos dos Estados Unidos. Musk e Vance sugerem que o crime não ganhou manchetes em grandes veículos por se tratar de um caso em que um homem negro atacou uma mulher branca.
Não menos importante na política dos EUA, o aliado de Trump, Charlie Kirk publicou a imagem de Iryna antes do ataque. A publicação foi feita horas antes de Kirk também ser morto, mas com um tiro no pescoço.
Caso Kirk e Zarutska nos EUA
O assassinato de Iryna Zarutska e de Kirk tornaram-se para conservadores o símbolo de um país “em colapso”, como definiu Trump.
O presidente e seus aliados têm defendido a federalização do policiamento em grandes centros urbanos, com o argumento de que crimes brutais como esse exigem atuação nacional. No entanto, opositores contestam essa proposta, lembrando que os índices de violência já foram mais elevados em décadas anteriores. Defendem, em vez disso, políticas estruturais como investimento em educação e redução das desigualdades sociais.
Críticos apontam que Trump estaria usando a tragédia da ucraniana para justificar o envio de tropas federais à Carolina do Norte, e a morte de Kirk para mobilizar mais forças de segurança pelo país.
Disputa eleitoral e tensões locais
Michael Whatley, presidente do Comitê Nacional Republicano e pré-candidato ao Senado, publicou que apenas os republicanos garantiriam “LEI E ORDEM” no país. A postagem foi endossada por Trump. Do outro lado da disputa, o atual governador da Carolina do Norte, Roy Cooper, foi criticado por republicanos por ter criado, em 2020, um grupo de trabalho voltado a investigar disparidades raciais no sistema de justiça, após o assassinato de George Floyd.

