O cantor britânico Ozzy Osbourne morreu nesta terça-feira (22), aos 76 anos. Antes de falecer ele deixou um “plano funerário”.
O cantor britânico Ozzy Osbourne morreu nesta terça-feira (22), aos 76 anos, segundo informou a família em nota ao canal Sky News. Ícone do heavy metal e fundador do Black Sabbath, o artista enfrentava problemas de saúde desde o diagnóstico de Mal de Parkinson, lesões na coluna e perda de mobilidade. Sua última apresentação aconteceu em 5 de julho, durante um festival beneficente em Birmingham, na Inglaterra, quando se despediu dos palcos ao lado da banda que o consagrou.
A causa da morte não foi divulgada. Ozzy estava cercado pela família, incluindo a esposa, Sharon Osbourne, e seus seis filhos — Aimee, Kelly, Jack, Louis, Jessica e Elliot.
“Quero que meu funeral seja um agradecimento”
Conhecido tanto pela trajetória musical quanto pelas polêmicas, o vocalista havia deixado claro que não queria um funeral melancólico. “Não quero que meu funeral seja triste, quero que seja um momento para dizer ‘obrigado’”, declarou em entrevista ao The Times, ainda em 2011. Em vez de seus próprios sucessos, sugeriu que tocassem músicas dos Beatles, especialmente dos álbuns Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band ou Revolver.
Sobre a lápide, também não poupava ironia. À Rolling Stone, disse que bastaria algo simples: “Ozzy Osbourne, nascido em 1948, faleceu assim e assim. Fiz muita gente sorrir. Também fiz muita gente falar: ‘Quem diabos esse cara pensa que é?’”. Em 2020, o tom foi ainda mais ácido: cogitou gravar a frase “Morcegos têm gosto de merda”, referência ao episódio mais infame de sua carreira — quando arrancou a cabeça de um morcego com os dentes durante um show, em 1982.
Do subúrbio inglês ao mundo
Nascido em Birmingham, Osbourne ficou conhecido mundialmente como a voz do Black Sabbath, grupo que ajudou a fundar e com o qual lançou dez álbuns entre 1970 e 2016. Após a saída da banda em 1978, iniciou carreira solo com o disco Blizzard of Ozz (1980), que inclui o hit Crazy Train. Ao todo, o álbum vendeu mais de 5 milhões de cópias.
Entre prêmios e escândalos, Ozzy consolidou sua imagem de ícone do rock. Recebeu seu primeiro Grammy em 1994 com a faixa I Don’t Want To Change The World, e voltou a ser premiado com o Black Sabbath em 2000, com Iron Man. A partir de 2011, a banda original se reuniu oficialmente e excursionou pelo mundo, encerrando a jornada coletiva com o disco The End (2016).
Mesmo com a saúde debilitada, Osbourne ainda lançou dois álbuns solo na década de 2020 e retornou aos palcos em julho deste ano para uma apresentação derradeira com o Sabbath.

