Iniciativa utiliza áreas de dutos para cultivo de hortaliças e deve beneficiar cerca de mil moradores da região
Um projeto-piloto de agricultura familiar urbana e periurbana começou a ser implantado nesta segunda-feira (16) no bairro Jardim São José, em Campinas (SP), e prevê o cultivo de hortaliças em áreas de segurança de dutos da Petrobras.
A iniciativa é uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, a Prefeitura de Campinas e a Transpetro. A primeira horta foi inaugurada durante evento de hoje (16), que contou com a presença do ministro Paulo Teixeira e do vice-prefeito Wanderley de Almeida.
Segundo Wanderley , a iniciativa amplia o acesso das famílias à produção de alimentos e pode fortalecer o abastecimento da merenda escolar no município. “É uma oportunidade para que famílias da cidade possam produzir o próprio alimento”, afirmou.
Campinas foi escolhida para receber o projeto por já possuir tradição em iniciativas de agricultura familiar e hortas comunitárias, assim, a nova horta deve beneficiar cerca de mil moradores da região.


De acordo com o ministro Paulo Teixeira, a produção da agricultura familiar também pode abastecer programas públicos de alimentação. “Os alimentos produzidos pela agricultura familiar podem ser destinados à merenda escolar e a programas de apoio a comunidades em situação de vulnerabilidade”, disse.
A horta foi instalada em uma área de faixa de segurança de dutos da Petrobras – locais onde não é permitido construir. A proposta é aproveitar esses espaços para produção de alimentos e, ao mesmo tempo, contribuir para a preservação e segurança das áreas.
Segundo o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, a unidade inaugurada em Campinas funciona como projeto piloto e pode ser replicada em outras cidades do país. O espaço conta com cerca de 70 canteiros preparados para o cultivo de hortaliças, além de estufa, sistema de irrigação e área de compostagem.
Atualmente, Campinas já possui cerca de 35 hortas comunitárias em diferentes regiões da cidade, instaladas em espaços como centros de saúde, escolas e áreas públicas.
A produção da nova horta será destinada inicialmente ao consumo das famílias participantes, já o excedente, poderá ser comercializado ou destinado a programas públicos de alimentação.

