Governador afirmou que estado de saúde do ex-presidente exige “amparo familiar” e comentou sobre a decisão judicial que desconsiderou essa alternativa
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu nesta sexta-feira (16) que o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpra prisão domiciliar, alegando preocupações com o estado de saúde do aliado.
A fala foi feita um dia após o ministro Alexandre de Moraes determinar a transferência do ex-presidente da sala da Polícia Federal (PF) em Brasília para o Complexo Penitenciário da Papuda, conhecida como “Papudinha”, no Distrito Federal.
Na coletiva de imprensa em Cubatão, na Baixada Santista, Tarcísio disse que o pedido vem sendo tratado desde o fim do ano passado e voltou a pressionar pela mudança do regime de custódia. Segundo o governador, Bolsonaro enfrenta problemas crônicos de saúde, já tendo passado por ao menos 12 cirurgias:
“Ele tem refluxo, sofre com soluço e precisamos de um amparo familiar”, disse Tarcísio, que demonstrou desconforto com a decisão judicial que determinou a ida do ex-presidente à unidade da Papuda, no Distrito Federal.


A declaração foi dada após a entrega de 1.075 moradias populares em Cubatão, nos conjuntos habitacionais Cubatão K e Cubatão AB. As unidades fazem parte do programa Vida Digna – Palafitas e foram construídas pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). O investimento total supera R$ 223 milhões, segundo o governo estadual.
“A transferência não levou em consideração a prisão domiciliar. Acho que ela será concedida”, afirmou.
Entregas e investimentos em infraestrutura
A cerimônia foi realizada na Rua Ralce Pereira, 57, na Ilha Caraguatá, diante de famílias beneficiadas. Além das moradias, o governador assinou o repasse de R$ 8 milhões para a compra de equipamentos do novo Centro de Especialidades de Cubatão, cuja inauguração está prevista para os próximos meses.
A vice-prefeita de Cubatão, Andrea Castro (MDB), afirmou que os projetos habitacionais em curso deverão retirar todas as famílias das áreas de risco do município.
“Teremos toda a população longe de áreas de risco na nossa cidade”, declarou, ao lado de técnicos da CDHU e representantes da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação.

