Denúncia do Ministério Público aponta violência psicológica; defesa ainda não se manifestou
O deputado estadual Guto Zacarias (Missão), ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), foi acusado de coagir a ex-companheira, então com 22 anos, a realizar um aborto em 2024. Segundo o Brasil de Fato, a denúncia foi formalizada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) em julho do ano seguinte. O caso corre em segredo de Justiça e ainda não teve posicionamento oficial do deputado.
Eleito em 2022 com 152 mil votos pelo União Brasil, Zacarias se tornou um dos principais nomes do MBL em São Paulo. O deputado também anunciou pré-candidatura à Câmara dos Deputados nas eleições deste ano.
Antes disso, o parlamentar ocupou cargos de destaque na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), incluindo a vice-liderança do governo Tarcísio de Freitas. Ele também presidiu a Frente Parlamentar em Apoio à Privatização da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
Denúncia e investigação
De acordo com a acusação, o parlamentar teria tentado manipular, chantagear e constranger a então companheira. O objetivo, segundo o MPSP, seria influenciar a decisão da jovem em relação à gestação. Em fevereiro de 2025, ela registrou um boletim de ocorrência (BO) e solicitou medidas protetivas.
Após a repercussão, a ex-companheira procurou o Brasil de Fato e apresentou uma nova versão, afirmando que Guto Zacarias “jamais tentou forçá-la a nada” e que o registro da ocorrência ocorreu em meio a um momento de instabilidade emocional, com orientação de um advogado com quem não mantém mais vínculo.
A jovem também informou que solicitou o arquivamento do processo, classificado como violência psicológica. Apesar disso, a ação segue em andamento, já que o Ministério Público é o autor da denúncia. Nesses casos, a eventual desistência da vítima não impede automaticamente o prosseguimento da investigação.
O espaço segue aberto para manifestação do deputado.

