Com PIB de US$ 22 trilhões, acordo Mercosul-UE começa a valer nesta sexta-feira
O presidente Lula assinou nesta terça-feira (28), em cerimônia no Palácio do Planalto, o decreto que oficializa a validade do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE), que começa a vigorar a partir desta sexta-feira (1º).
Dessa maneira, o acordo vai zerar tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. Já os países da UE eliminarão tarifas sobre 95% dos bens vendidos pelo Mercosul em até 12 anos.
Este é um dos maiores acordos de livre comércio do planeta, conectando 27 nações europeias e quatro do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), além de um mercado consumidor de 718 milhões de pessoas, com um PIB combinado de US$ 22,4 trilhões.
“A resposta que a União Europeia e o Brasil deram ao mundo é que não existe nada melhor do que a gente acreditar no exercício da democracia, no multilateralismo e na relação cordial entre as nações. É este exemplo que nós damos com esse acordo aqui”, disse Lula.
Outros acordos comerciais
O governo federal encaminhou ao Congresso Nacional, para análise, os acordos comerciais do Mercosul com Singapura e com a Associação Europeia de Livre Comércio (Efta) — bloco formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.
A ratificação por parte do Brasil é o passo necessário para acionar os protocolos de abertura de mercado. Na prática, o texto estabelece a redução gradual de tarifas para importações e define cotas específicas para produtos considerados sensíveis.
Apesar do avanço, a implementação plena do tratado com os europeus ainda é um processo longo: embora já conte com o aval do Parlamento Europeu, o texto precisa ser ratificado individualmente por cada um dos 27 países-membros do bloco.
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