Alta da commodity ocorre em meio a tensões globais e pode impactar combustíveis no Brasil
O preço do petróleo registrou alta nesta terça-feira (28). A cotação chegou ao maior nível em cerca de um mês. O movimento foi influenciado pela saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep e da Opep+.
Logo após o anúncio, o barril do tipo Brent subiu e ultrapassou os 112 dólares. Esse tipo de petróleo é referência internacional. Ele também influencia os preços dos combustíveis no Brasil.
O petróleo WTI, negociado nos Estados Unidos, também teve valorização. O mercado reagiu rapidamente à decisão dos Emirados.
Mudança na Opep
Os Emirados Árabes Unidos faziam parte da Opep desde 1967. A saída altera o equilíbrio interno do grupo.
A Opep atua coordenando a produção entre países produtores. O objetivo é influenciar a oferta global e os preços do petróleo.
Com menos integrantes, o grupo pode perder força de articulação. Isso pode afetar decisões futuras sobre produção.
Fatores de tensão no mercado
Além da saída dos Emirados, o mercado também acompanha tensões geopolíticas. Um dos principais pontos de atenção é o Estreito de Ormuz.
A região é estratégica para o transporte de petróleo mundial. Parte significativa da produção global passa por ali.
Qualquer instabilidade nesse trecho impacta diretamente o comércio internacional.
Possíveis efeitos no médio prazo
Especialistas avaliam que o impacto imediato da saída dos Emirados é limitado. Isso ocorre porque o mercado já enfrenta restrições logísticas.
No entanto, no médio prazo, a Opep pode ter menos controle sobre os preços. Países podem passar a agir de forma mais independente.
Isso pode aumentar a volatilidade do mercado global.
Reflexo no Brasil
A alta do petróleo pode influenciar os preços dos combustíveis no Brasil. Gasolina e diesel seguem a cotação internacional da commodity.
O cenário segue em monitoramento pelos mercados globais.

