Famílias de atletas denunciaram o casal de Praia Grande, Fernando Alves de Assis (vulgo Fernando Hadad) e sua esposa Tatiana Regina, por usarem documentos falsos para enganar atletas com promessas de contratos dentro e fora do Brasil, causando extradição de atletas e proibição de entrar na Europa por 2 anos.
A coluna teve acesso aos Boletins de ocorrência de familiares do interior de São Paulo e Rio Grande do Sul, que relatam como a dupla de golpistas agia para extorquir dinheiro de familiares de atletas, em troca de falsas promessas de colocação dos jogadores em times de futebol.

QUEM SÃO OS GOLPISTAS:
Fernando Assis se apresenta como empresário e investidor, proprietário da Empresa DUBAI SERVIÇOS DE GESTÃO ESPORTIVA, CNPJ: 59.458.025/0001-86.
Segundo o contrato social da empresa, Fernando nasceu em Cubatão e usa o endereço de um apartamento da Rua Mário de Andrade em Praia Grande/SP. Já a empresa “GRUPO DUBAI MANEGER” usa um endereço na Alameda Yaya, de Guarulhos SP.

A golpista Tatiana Regina, casada em comunhão de bens com Fernando, se apresenta nas redes sociais como “designers de sobrancelhas” e aproveita o dinheiro extorquido de famílias pobres, para ostentar uma vida de viagens e diversão nas redes sociais, dando o suporte necessário para convencer outros atletas e clubes que Fernando tem o dinheiro que promete aportar.


SOBRE O GOLPE:
Tudo começava pelas redes sociais, onde o casal publica fotos de viagens ao exterior e supostas transações de jogadores entre Clubes, mas tudo não passa de uma farsa; segundo os Clubes questionados pelos familiares e por nossos jornalistas, Fernando e Tatiana se apresentam como “investidores” e prometem um aporte de dinheiro mensal em troca de indicar alguns atletas para o Clube, desta forma, conseguem uma carta-convite e fraudam o documento com o nome de várias vítimas para convencê-los a viajar para outro país.
As famílias dos atletas são extorquidas para que paguem passagens e os supostos “custos das transferências”, mas assim que os atletas embarcam, Fernando desaparece e os jogadores são deixados sem assistência nos países e sem qualquer vínculo com o time, restando buscar ajuda de familiares para comprarem as passagens de volta.
Num dos casos, o jogador foi barrado na imigração da Alemanha e deportado ao Brasil, com penalidades por tentar entrar no país com carta-convite falsa.
Além de perder mais de 20 mil reais para os golpistas, a família ainda deverá pagar o custo da deportação e o jogador não poderá entrar na Europa por 2 anos, prejudicando a carreira do atleta.
O QUE AS FAMÍLIAS PRETENDEM?
Ao buscar ajuda da imprensa, as famílias pretendem chamar atenção para o golpe tentando evitar que outras famílias sejam enganadas pelo casal Fernando e Tatiana.
Pretendem também que a justiça retire o passaporte do casal imediatamente, evitando que eles continuem visitando times do exterior para dar continuidade na farsa.
Tivemos acesso aos Boletins de ocorrência de vários atletas e familiares e faremos a cobertura deste caso, trazendo as decisões judiciais acerca do inquérito e novas vítimas dos golpistas.
Há denúncia de outros nomes que possam estar colaborando com o casal para convencer atletas no interior, em troca de dinheiro, são preparadores físicos e “empresários”, mas estes nomes serão expostos quando apurarmos as dezenas de páginas de evidências enviadas pelos atletas e familiares.
Se você conhece um atleta vítima da Dubai Maneger ou do casal Fernando Assis e Tatiana Regina, entre em contato com a coluna e apresente o Boletim de Ocorrência para que possamos contar a sua história.
Durante a semana teremos novas matérias com os desdobramentos deste caso.

