O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (17), manter a taxa Selic em 15% ao ano.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (17), manter a taxa Selic em 15% ao ano. A decisão já era amplamente esperada por analistas, diante dos sinais emitidos na ata da última reunião, em julho, quando a autoridade monetária indicou que manteria a política de juros em patamar “significativamente contracionista por período bastante prolongado”.
Segundo o comunicado divulgado após a reunião, o Copom justifica a manutenção da taxa com base na “incerteza do ambiente externo”, especialmente por conta da política econômica adotada pelos Estados Unidos e suas repercussões sobre os ativos globais.
“O comportamento e a volatilidade de diferentes classes de ativos têm sido afetados, com reflexos nas condições financeiras globais. Tal cenário exige particular cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por tensão geopolítica”, afirmou o comitê.
No plano interno, o Banco Central observou que os dados de atividade econômica seguem indicando uma “moderação no crescimento”, movimento já antecipado pelo órgão. Ainda assim, o mercado de trabalho mantém certo dinamismo, o que, na avaliação do Copom, exige vigilância sobre os efeitos de médio prazo.
A autoridade monetária ressaltou ainda que tanto a inflação cheia quanto os núcleos de inflação continuam acima da meta estabelecida, o que reforça a estratégia de contenção por meio dos juros elevados.
A taxa Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para calibrar a política monetária no país. Ela influencia diretamente o custo do crédito e a rentabilidade dos investimentos. Quando está alta, como agora, tende a encarecer o acesso ao crédito, reduzir o consumo e segurar os preços — ao custo, por vezes, de frear o crescimento econômico de determinados setores.

