O deputado está em solo americano desde o início de 2025. Em março, protocolou pedido de licença de 120 dias.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) solicitou à presidência da Câmara dos Deputados autorização para exercer suas funções parlamentares diretamente dos Estados Unidos. Em ofício endereçado ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), o parlamentar afirma estar sendo “forçado” a permanecer fora do país por “perseguições políticas” — sem especificar de que forma essas perseguições se manifestam ou por parte de quem.
No documento, Eduardo pede que “sejam criados e assegurados os mecanismos necessários para exercício pleno do meu mandato parlamentar, inclusive à distância”. Alega ainda que tem atuado em “diplomacia parlamentar” nos EUA.
Ofício que enviei hoje ao Presidente da Câmara Hugo Motta falando sobre minha situação de perseguição política, que me impede de retornar ao Brasil e bem exercer minha função de parlamentar. pic.twitter.com/c3AlOZKl3M
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) August 29, 2025
Ausências e impasse de Eduardo Bolsonaro
O deputado está em solo americano desde o início de 2025. Em março, protocolou pedido de licença de 120 dias, alegando que usaria o período para articular “sanções aos violadores dos direitos humanos”, numa crítica indireta a autoridades brasileiras e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A licença terminou em julho e, desde então, ele tem acumulado faltas às sessões legislativas.
Durante sua estada no exterior, os Estados Unidos impuseram tarifas de 50% sobre produtos brasileiros — embora não haja confirmação oficial de que tal medida tenha relação com as articulações feitas por Eduardo.
Presidência da Câmara é contrária ao mandato remoto
O presidente da Câmara, Hugo Motta, tem se posicionado de forma contrária à realização de mandatos parlamentares de forma remota. Em declarações recentes à imprensa, reiterou que deputados devem exercer suas funções presencialmente no Congresso Nacional, em Brasília.
Até o momento, não há definição sobre a resposta da Mesa Diretora ao pedido de Eduardo Bolsonaro.

Afasta deputadoa
Eduardo nega tentativa de interferência judicial
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) divulgou neste mês uma nota em que nega qualquer tentativa de interferência em processos judiciais no Brasil (leia abaixo), após ser citado em relatório da Polícia Federal que apura articulações para influenciar autoridades dos Estados Unidos contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
O parlamentar afirma que sua atuação ocorre dentro dos limites legais da jurisdição americana, amparada pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA.
A manifestação ocorre em resposta às investigações que envolvem conversas privadas do deputado com o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados próximos, nas quais, segundo a PF, haveria indícios de uma tentativa de mobilizar lideranças do governo Donald Trump para aplicar sanções contra Moraes com base na Lei Global Magnitsky — legislação americana voltada ao combate de violações de direitos humanos e corrupção.

