Governo americano intensifica ameaças e dá prazo a Teerã em meio à guerra que já afeta o mercado global de energia
Os Estados Unidos resgataram um militar que estava desaparecido após a queda de aeronaves durante a guerra contra o Irã. A operação ocorre em meio à escalada de tensão liderada pelo presidente Donald Trump, que voltou a pressionar Teerã por um acordo envolvendo o estratégico Estreito de Ormuz.
De acordo com autoridades americanas, o militar fazia parte da tripulação de um caça F-15 abatido, segundo o Irã, por sistemas de defesa aérea na última sexta-feira. Ele era o segundo integrante da equipe, o primeiro já havia sido resgatado anteriormente.
Detalhes da operação não foram divulgados, e o Pentágono não comentou oficialmente o caso até o momento.
Pressão e prazo para acordo
O resgate acontece em um momento crítico da guerra, iniciada em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos passaram a intensificar ações militares contra o Irã. Desde então, Trump tem alternado discursos entre tentativas de negociação e ameaças diretas.
Em publicação recente, o presidente reforçou o ultimato ao governo iraniano, exigindo a reabertura do Estreito de Ormuz – rota essencial para o transporte global de energia. “O tempo está se esgotando”, afirmou, ao indicar um prazo de 48 horas para que o país tome uma decisão.
O conflito já deixou milhares de mortos e provocou uma crise energética internacional e o fechamento quase total do Estreito de Ormuz – por onde passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo – tem elevado a tensão nos mercados e gerado preocupação com impactos duradouros na economia global.
Diante do cenário, a pressão dos Estados Unidos e de aliados, como Israel aumenta, enquanto a comunidade internacional acompanha o risco de uma escalada ainda maior no conflito.

