Israel intensificou a ofensiva contra o Irã e atingiu alvos estratégicos em Teerã nesta sexta-feira (3), no 35º dia de guerra. No cenário em que Israel ataca Teerã e petróleo dispara, a escalada do conflito elevou tensões no Oriente Médio e impactou o mercado internacional de energia.
Ataques atingem infraestrutura estratégica
Segundo as Forças de Defesa de Israel, a operação, chamada de Roaring Lion, atingiu bases do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, centros de comando e instalações ligadas à produção de mísseis e sistemas de defesa aérea.
Além disso, cerca de 15 complexos ligados ao Ministério da Defesa do Irã sofreram danos. Entre os alvos, estão o aeroporto de Mehrabad e uma área que já abrigou a embaixada dos Estados Unidos.
Ofensiva se estende ao Líbano
Ao mesmo tempo, Israel realizou bombardeios em áreas de Beirute, no Líbano, incluindo bairros residenciais e posições associadas ao Hezbollah.
No sul do país, tropas avançaram por terra para estabelecer uma zona de segurança. Como consequência, o conflito já deixou mais de 1.300 mortos e provocou o deslocamento de cerca de 1 milhão de pessoas.
Em resposta, o Irã lançou mísseis balísticos contra Israel, acionando alertas em cidades como Tel Aviv. Além disso, houve registros de ataques a alvos estratégicos no Golfo Pérsico.
Drones atingiram instalações no Kuwait, enquanto países como Emirados Árabes Unidos informaram a interceptação de projéteis.
Preço do petróleo dispara
Com a escalada do conflito, houve bloqueio parcial do Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do fluxo global de petróleo.
Por isso, o preço do barril ultrapassou US$ 100. Por volta das 14h40 (horário de Brasília), a cotação chegou a US$ 109, com alta de cerca de 8%.
Pressão internacional aumenta
O conflito, iniciado em 28 de fevereiro, já soma mais de 3.200 mortes e cerca de 4,5 milhões de deslocados.
Nos Estados Unidos, o governo solicitou aumento no orçamento de defesa e indicou a possibilidade de novos ataques caso não haja cessar-fogo. Além disso, atividades civis e religiosas foram afetadas em diferentes países da região.

