Israel ataca Teerã e Irã responde com mísseis em Tel Aviv. A guerra se amplia no Oriente Médio; veja quem são os aliados e as últimas notícias aqui
A guerra entre Israel e Irã entrou no quarto dia com uma nova escalada militar que ampliou o conflito para outros países do Oriente Médio. Na madrugada desta terça-feira (3), Israel anunciou ataques contra Teerã, capital iraniana, e contra alvos do Hezbollah em Beirute, no Líbano. O Irã respondeu com o lançamento de mísseis contra Tel Aviv e afirmou ter atingido a embaixada dos Estados Unidos na Arábia Saudita, que estava vazia no momento.
Quem está de cada lado
O conflito principal envolve Israel, com apoio dos Estados Unidos, contra o Irã.
Israel e EUA têm conduzido ofensivas contra alvos estratégicos iranianos. O Irã, por sua vez, responde com ataques diretos contra território israelense.
O Hezbollah, grupo armado que atua no Líbano e é apoiado pelo Irã, entrou no conflito ao lado dos iranianos e passou a ser alvo de bombardeios israelenses em Beirute.
Já a Arábia Saudita, aliada dos Estados Unidos, foi atingida após o Irã anunciar um ataque contra a embaixada americana em seu território.
O que aconteceu nas últimas horas
Segundo o Exército israelense, os bombardeios em Teerã tiveram como alvo um centro de comunicações ligado à Guarda Revolucionária do Irã. Antes dos ataques, moradores das áreas próximas receberam alertas para evacuação.
No Líbano, Israel afirmou ter atingido centros de comando e depósitos de armas do Hezbollah. A emissora Al-Manar, ligada ao grupo, informou que suas instalações em Beirute também foram bombardeadas.
Durante a madrugada, sirenes soaram em Tel Aviv após o lançamento de mísseis iranianos. O sistema de defesa aérea de Israel foi acionado para interceptar os projéteis.
De acordo com o Crescente Vermelho, o número de mortos no Irã desde o início da ofensiva chegou a 787. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o conflito pode durar “cinco semanas ou mais”, caso necessário.
A ampliação dos ataques aumenta o risco de que a guerra regional se torne ainda mais extensa e envolva outros países do Oriente Médio.

