Presidente ordena fim de contatos diplomáticos enquanto intensifica ações militares na região.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu os esforços para um acordo diplomático com a Venezuela e instruiu seu enviado especial, Richard Grenell, a interromper qualquer contato. A decisão, revelada inicialmente pelo The New York Times, ocorre após uma série de ataques militares norte-americanos a embarcações que transportavam drogas próximas ao território venezuelano.
Segundo uma autoridade sênior dos EUA ouvida pela Reuters, Trump comunicou a ordem a Grenell durante reunião no Salão Oval com líderes militares, na última quinta-feira. A Casa Branca não forneceu detalhes adicionais sobre a decisão.
Operações militares e tensão crescente
No domingo, Trump afirmou a membros das forças armadas norte-americanas que os ataques realizados na costa venezuelana interromperam significativamente o fluxo marítimo de drogas e que os EUA “teriam que começar a olhar para a terra”. O presidente informou ainda ao Congresso que o país está envolvido em “um conflito armado não internacional” com cartéis de drogas.
Embora avalie a possibilidade de ampliar as ações para dentro do território venezuelano, a autoridade citada pela Reuters disse que Trump não decidiu se avançará a campanha militar para uma segunda fase.
As tensões entre Washington e Caracas se intensificaram desde o retorno de Trump à Casa Branca, em janeiro. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, nega as acusações de produção de drogas no país e sustenta que os EUA tentam removê-lo do poder.
Em agosto, o governo norte-americano dobrou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à prisão de Maduro, acusando-o de vínculos com tráfico de drogas e grupos criminosos — alegações que o líder venezuelano rejeita.

