A medida, segundo o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, tem como objetivo o combate ao narcotráfico.
A Venezuela anunciou, neste domingo (7), que vai reforçar significativamente a presença militar nos estados costeiros do país, após os Estados Unidos ampliarem sua ofensiva antidrogas no Caribe com o envio de dez novos caças a Porto Rico.
A medida, segundo o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, tem como objetivo o combate ao narcotráfico, especialmente em rotas marítimas estratégicas. A informação foi divulgada pela Agência Reuters.
A nova movimentação inclui o deslocamento de cerca de 25 mil soldados para regiões litorâneas como a península de Paraguaná (Falcón) e Guajira (Zulia), além da ilha de Nueva Esparta e dos estados de Sucre e Delta Amacuro. De acordo com Padrino, essas áreas têm sido usadas como corredor de drogas. Atualmente, a fronteira com a Colômbia já conta com 10 mil militares mobilizados nos estados de Zulia e Táchira.
“Ninguém virá e fará o trabalho por nós. Ninguém vai pisar nesta terra e fazer o que devemos fazer”, declarou o ministro em vídeo publicado nas redes sociais.
O aumento da presença militar dos EUA na região caribenha tem contribuído para o acirramento das tensões entre Washington e Caracas. Na última semana, um ataque norte-americano resultou na morte de 11 pessoas e no afundamento de uma embarcação venezuelana. Segundo o governo de Donald Trump, o navio transportava drogas. Maduro, por sua vez, acusou os EUA de tentar uma mudança de regime em seu país.
Em pronunciamento na sexta-feira (5), Trump negou que os ataques tenham como objetivo a derrubada do governo venezuelano, mas comparou as mortes por overdose nos Estados Unidos às baixas de guerra, em tentativa de justificar a intensificação das ações militares.
Segundo a rede CNN, o presidente norte-americano avalia novos alvos na Venezuela ligados a cartéis, o que poderia representar uma escalada ainda mais abrupta no cenário regional.

