A Justiça da Itália autorizou, nesta quinta-feira (16), a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli em um novo processo. Desta vez, o caso trata da condenação por porte ilegal de arma de fogo. Ainda cabe recurso.
Episódio ocorreu durante eleições de 2022
O processo está ligado a um episódio na véspera do segundo turno de 2022. Na ocasião, Zambelli perseguiu um homem armada pelas ruas de São Paulo após uma discussão política.
As imagens do caso geraram repercussão. Em seguida, o Supremo Tribunal Federal abriu investigação e condenou a ex-deputada. A pena foi de 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal.
A Justiça italiana também autorizou a extradição em outro processo. Esse caso envolve a invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça.
Segundo as investigações, Zambelli atuou com o hacker Walter Delgatti Neto. Eles inseriram documentos falsos no sistema. Entre eles, um suposto mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.
A defesa apresentou recurso no dia 10 de abril. A Justiça italiana ainda não analisou o pedido.
Ex-deputada permanece presa em Roma
Zambelli deixou o Brasil em 2025. Depois disso, autoridades italianas a prenderam em julho do mesmo ano.
Ela permanece detida em Roma. Segundo as autoridades, há risco de fuga. Por isso, mantêm a prisão durante o andamento dos processos.
O STF classificou Zambelli como foragida. O ministro Alexandre de Moraes assinou o pedido de extradição.
Decisão final depende do governo italiano
A Justiça autorizou os pedidos, mas a extradição ainda não está concluída. Agora, o governo italiano precisa analisar o caso.
Brasil e Itália mantêm um acordo de extradição desde 1993. Após os recursos, o Ministério da Justiça italiano dará a decisão final.

