Eduardo Bolsonaro também direcionou críticas aos senadores que votaram contra o projeto, acusando-os de estarem “desconectados do povo”.
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) criticou publicamente a decisão do Senado de rejeitar, na última quarta-feira (25), a chamada PEC da Blindagem — proposta que pretendia limitar a possibilidade de investigações e prisões contra parlamentares no exercício do mandato.
Com a votação, a Proposta de Emenda à Constituição foi arquivada e retirada da pauta legislativa. A medida havia sido aprovada pela Câmara na semana anterior (relembre o projeto).
Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que o objetivo da proposta era criar “mecanismos de proteção contra o regime de exceção implementado por um Judiciário corrupto e aparelhado”. Segundo ele, a blindagem “já existe, para os corruptos, comparsas e cúmplices dos agentes do regime que estão no Judiciário”.
A PEC que o Senado enterrou tentava criar mecanismos de proteção contra o regime de exceção implementado por um Judiciário corrupto e aparelhado. Blindagem já existe, para os corruptos comparsas e cúmplices dos agentes do regime que estão no Judiciário. Nesse país, só vai para…
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) September 24, 2025
Críticas à classe política e protestos populares
Eduardo Bolsonaro também direcionou críticas aos senadores que votaram contra o projeto, acusando-os de estarem “desconectados do povo”. Para ele, a rejeição foi motivada por pressões externas, em especial pelos protestos contrários à PEC realizados por grupos da sociedade civil. “Se assustaram com artistas fazendo micareta na rua”, escreveu, em referência às manifestações do último dia 21, que mobilizaram nomes do meio cultural contra a proposta.
Na mesma publicação, o deputado afirmou que os congressistas “optaram por manter os poderes ilimitados da burocracia não eleita, por puro medo politiqueiro”.
Com a decisão do Senado, a proposta não poderá mais tramitar nesta legislatura.

