O Pix parcelado, que permitiria dividir pagamentos com crédito imediato ao recebedor, foi adiado pelo Banco Central. O BC planejava lançar o recurso neste mês, mas mudou o foco para reforçar a segurança após desvios milionários e ataques ao sistema.
Por que o Pix parcelado foi adiado?
O adiamento ocorreu após o aumento de fraudes que atingiram instituições financeiras. Investigações revelaram inclusive conexões de bancos com facções criminosas como o PCC. Com isso, o BC decidiu colocar o Pix parcelado em segundo plano.
Medidas de segurança do Banco Central
Para tentar conter os ataques, o órgão anunciou limites de até R$ 15 mil em transações via Pix ou TED feitas por instituições de pagamento sem licença. Também determinou a rejeição de operações com sinais claros de fraude. Outras medidas devem incluir regras mais duras para contas laranja, contas-bolsão e uso de criptoativos.
Quando o Pix parcelado deve sair?
Pelo calendário antigo, a regulamentação sairia em setembro de 2025 e os testes seguiriam até março de 2026. Agora, o regulamento deve ser publicado só em outubro e o manual de experiência do usuário em dezembro. O atraso estimado é de até três meses, e a funcionalidade completa deve ficar para 2026.
O que muda para os usuários?
Na prática, o Pix parcelado funcionará como uma linha de crédito: o cliente poderá dividir o valor em parcelas junto ao banco, mas o recebedor continuará recebendo o pagamento à vista. A ideia do BC é padronizar esse modelo, já usado em versões privadas criadas por instituições financeiras.
Inovação fica em segundo plano
Nos últimos anos, o Banco Central liderou avanços como o Pix em 2020, o Open Finance e os testes do Drex, a moeda digital brasileira. Agora, porém, a estratégia é priorizar a solidez do sistema e reduzir brechas para o crime, mesmo que isso represente um freio temporário nas inovações.

