Barril do tipo Brent chega a subir 13% na abertura do mercado; investidores temem impacto no estreito de Hormuz
Os preços do petróleo dispararam na primeira sessão do mercado após os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã, que intensificaram a instabilidade no Oriente Médio. O barril do tipo Brent, referência internacional, chegou a subir 13% na abertura de domingo (1º), atingindo US$ 81,89 (maior valor intradiário desde junho do ano passado).
Ao longo da manhã desta segunda-feira (2), o preço recuou parcialmente, mas ainda operava em forte alta, na faixa dos US$ 79. O petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, também avançou mais de 12%, refletindo a reação imediata dos investidores ao risco geopolítico.
A tensão no mercado está diretamente ligada ao temor de interrupções no transporte da commodity pelo estreito de Hormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo. A região é amplamente controlada pelo Irã, e o risco de bloqueios ou restrições à navegação fez mais de 200 navios ancorarem nas proximidades, segundo dados de tráfego marítimo.
Mesmo com o anúncio da Opep+ de aumento na produção a partir de abril, analistas avaliam que o acréscimo é insuficiente para compensar eventuais interrupções no fornecimento. Bancos internacionais já projetam o barril entre US$ 80 e US$ 100 caso o conflito se prolongue.
A alta beneficia países exportadores e grandes empresas do setor, mas também eleva o risco de pressão inflacionária global, com possível impacto nos preços dos combustíveis e no custo de vida em diferentes economias. O mercado agora acompanha os desdobramentos diplomáticos e militares que podem definir os próximos movimentos da commodity.

